ATAQUE À DATA-BASE EXIGE RESPOSTA FIRME: ESTADO DE GREVE MANTIDA E AÇÃO JUDICIAL

A Câmara Municipal de Curitiba aprovou, nesta segunda-feira (15/12), o projeto que concede reajuste de 5,17% (IPCA out/24-set/25) a servidores. A vitória do governo foi total: ignorou nossas perdas históricas e institucionalizou o descaso.

A Farsa do “Acordo” e a Nossa Realidade.
O texto aprovado estabelece que o reajuste vale apenas a partir de janeiro de 2026, e os retroativos de novembro e dezembro serão parcelados em março e abril sem as devidas correçoes. A alegação de que isso foi “acordado” é uma ofensa.

Vereadores da base governista rejeitaram emendas da oposição que:
• Propunham acréscimo de 6,81% para recompor perdas históricas;
• Exigiam o pagamento integral dos retroativos em janeiro, em respeito à data-base de outubro.

Enquanto isso, a categoria de enfermagem está em estado de greve desde novembro. Não há acordo. Há imposição.

Decisão Soberana da Categoria: Luta Ampliada!

Diante desta afronta, a Assembleia Geral Extraordinária do SISMEC, na noite de 15/12, deliberou de forma soberana e unânime:
1. MANTER O ESTADO DE GREVE. A mobilização é nossa principal ferramenta de pressão e não será desmontada enquanto nossos direitos não forem respeitados.
2. INGRESSAR COM AÇÃO JUDICIAL IMEDIATA. Determinamos que o SISMEC entre na Justiça para exigir o cumprimento imediato da data-base de outubro e o pagamento integral dos retroativos, contestando a ilegalidade do parcelamento.

A Desvalorização Como Política: Três Agravos
A decisão da Câmara não é um simples erro. É a consolidação de uma política de desvalorização:
• Cassa Direitos Históricos: Ignora perdas de 17,64% desde 1999, rejeitando até uma recomposição mínima.
• Confisca Salários: Prorroga o direito ao retroativo sem correção, usando nosso dinheiro para cobrir rombos,
• Escolhe Não Pagar: No mesmo dia, o prefeito anunciou R$ 50 milhões para outras despesas. Há verba. Falta vontade política de valorizar quem sustenta a saúde do município.

Aceitar esta situação é compactuar com o fim da data-base e da negociação coletiva.

Unidade e Resistência
Companheiras e companheiros da enfermagem municipal, a palavra de ordem é RESISTIR E AVANÇAR. A aprovação deste projeto, da forma como foi feita, é uma declaração de guerra aos nossos direitos conquistados.
Não recuaremos.
Manteremos o estado de greve e levaremos esta batalha ao Poder Judiciário. Nossa organização nas unidades será intensificada. Contamos com cada um de vocês para fortalecer a pressão.
A história da enfermagem é escrita pela luta.
A LUTA CONTINUA!
EATADO DE GREVE MANTIDO!
PELO CUMPRIMENTO IMEDIATO DA DATA-BASE!

Direção do Sindicato dos Servidores Municipais de Enfermagem de Curitiba (SISMEC)